Movimento Assistencial Espírita Maria Rosa
 
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Vandir Justino da Costa Dias
 

Vandir Justino da Costa Dias foi um exemplo de quem teve a coragem de arregaçar as manga e inovar em ações junto à sociedade para lutar pelo combate à desnutrição e pelo direito à cidadania da população carente em uma época que sequer existiam os termos “responsabilidade social” ou “terceiro setor”.

Desencarnada aos 54 anos de idade, em 17 de outubro de 1987, após lutar por mais de um ano contra um câncer, Vandir conseguiu passar pela vida sem deixar desafetos.

Ao contrário: seu trabalho sempre mereceu elogios e reconhecimento mesmo daqueles que, talvez, não comungassem com seus ideais baseados na doutrina espírita.

Em 1982, em vista oficial à Campinas, o presidente João Figueiredo determinou ao seu cerimonial que convidasse Vandir para estar entre as autoridades a serem cumprimentas, tamanha a repercussão de seu trabalho.

A Imprensa campineira concedeu-lhe o título de “A Dama da Caridade”, no final dos anos 80, pela sua grande dedicação às causas sociais.

A Câmara Municipal e a Prefeitura de Campinas também a homenagearam, imortalizando o seu nome em uma Rua do Jardim Santa Terezinha (perto do Aeroporto de Viracopos) e na Nave-Mãe Vandir J. da Costa Dias, localizada no bairro Novo Mundo e inaugurada em 2010. Trata-se de uma escola municipal de educação com 1.754 m² de área construída e com capacidade para atender entre 400 e 500 crianças de 4 meses até 5 anos e 11 meses. 

Resumo de suas ações

Vandir Justino da Costa Dias nasceu em 27 de março de 1933 no arraial Chapada de Minas e desencarnou aos 54 anos de idade, em 17 de outubro de 1987, após lutar por mais de um ano contra um câncer.

Vandir começou servindo sopa para duas crianças na porta da sua casa, no bairro Guanabara, em Campinas, em 1964.

A bondade daquela senhora espalhou-se e, em pouco tempo, longas filas formaram-se diariamente na sua residência por centenas de pessoas que buscavam um pouco de comida.

Essas centenas de pessoas vinham do antigo bairro Grameiro (hoje, Taquaral).

Nos 5 anos em que atendeu os desassistidos em sua casa, Vandir batalhou para  criar e construir entidade beneficente que os atendesse próximo onde moravam.

Em 1969 foi inaugurado o Movimento Assistencial Espírita (MAE) Maria Rosa, que acabou conhecido pelo alimento que servia.

A Casa da Sopa ou Sopa do Grameiro começou servindo 1.200 pratos de sopa por dia, chegando a 2.000 unidades em algumas ocasiões.

Oferecia, também assistência médica e odontológica, reforço escolar, atendimento à gestantes, noções de higiene, enxovais, doação de roupas, calçados, brinquedos, etc.

Em 1975 o bairro do Grameiro foi urbanizado e se transformou no Parque Taquaral.

Toda aquela gente que vivia em barracos foi transferida para quilômetros de distância, às margens da rodovia Dom Pedro I (região dos Amarais).

 Vandir começou, então, uma nova maratona para poder atender seus assistidos. 

Entre 1975 e 1978 realizou com seu grupo de voluntários a Caravana Batuíra para a distribuição de 4 mil pães por sábado naquela região até que conseguisse o terreno e recursos para a construção da nova sede no Jardim Campineiro.

Em agosto de 1978 a nova Casa da Sopa foi, enfim, inaugurada, onde a entidade funciona até hoje. A sopa já não é mais servida, pois a necessidade da população não é mais a fome. Hoje a entidade assistencial dedica-se a projetos sócio-educativos, oferecendo atendimento às crianças, gestantes e idosos. 

Livro biográfico 

Sua história é contada no livro biográfico Vandir Dias – Voluntária do amor, escrito pela jornalista e voluntária da casa Vera Longuini.

Realizado a partir de pesquisas nos arquivos do MAE Maria Rosa e em 40 entrevistas com voluntários da entidade, o livro resgata, além da vida de Vandir, uma parte da história da pobreza e do trabalho assistencial em Campinas e em Minas Gerais, onde Vandir viveu enquanto solteira.

“Existem tantas outras histórias envolvendo a vida de Vandir que, mesmo após o livro publicado, ainda fui muitas vezes surpreendida com algum fato novo sobre ela”, diz a jornalista.

O livro procura mostrar Vandir como uma pessoa comum, que apenas aproveitou as oportunidades de ajudar seus semelhantes.

“Embora hoje a responsabilidade social seja muito propagada, ela não existe sem a solidariedade, sem o amor ao próximo. Vandir foi uma dessas raras pessoas que soube voltar o olhar para seus semelhantes, que enxergou a necessidade do momento e saiu construindo atitudes. Suas ações serviram de base para a solução de problemas emergentes da sua época, como a pobreza e a falta de assistência e deixaram uma importante contribuição para a sociedade. Ela foi como um fermento que fez crescer uma grande rede de solidariedade”, diz a jornalista.

O livro Vandir Dias – Voluntária do amor pode se encontrado na sede do Centro de Estudos Espíritas Vandir Dias. O dinheiro obtido com as vendas é integralmente destinado às ações sociais do MAE Maria Rosa.

 
 
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